Onde comer em Tiradentes, a cidade da gastronomia Tiradentes

Tiradentes é uma cidade que respira gastronomia. Apesar do clima bucólico e tranquilo de suas ruas, a pequena cidade se tornou um polo gastronômico. Por isso, você encontra algumas opções de ótimos restaurantes na cidade. Os preços são altos, principalmente se comparados com outras cidades históricas mineiras, mas para quem deseja se deliciar com uma boa gastronomia, não existe lugar melhor. Essa fama gastronômica da cidade começou com um evento há 20 anos.

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Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes

Tiradentes é uma pequena cidade que recebe muitos eventos culturais: Mostra de Cinema, Festival de Fotografia, encontro de motociclistas, festival de jazz e cerveja, etc. De todos os eventos o que mais combinou com a cidade e repercute é o Festival Cultura e Gastronomia. Ele nem é o maior evento, pois o Bike Fest (encontro de motoqueiros) e a Mostra de Cinema levam mais turistas à cidade. Porém, o Festival Cultura e Gastronomia se tornou símbolo da cidade.

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Foto: Paulo Filho -divulgação Festival Gastronomia de Tiradentes

O evento, que leva chefs de cozinha famosos à cidade, possui cursos, aulas ao vivo, degustações gratuitas e quiosques com vários restaurantes do Brasil. O Festival, que completou sua 21ª edição em 2018 e acontece em agosto, é um evento para quem curte gastronomia, pois a cidade fica cheia, os hotéis aumentam os preços e os pratos de comida são caros. Entretanto, para quem gosta de gastronomia não há momento melhor para visitar a cidade.

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Restaurantes de Tiradentes

Mesmo visitando Tiradentes fora do período do Festival Gastronômico você encontrará bons restaurantes na cidade. A pequena cidade de 7 mil habitantes concentra bons restaurantes no seu Centro Histórico. Existem vários restaurantes bem conceituados como: Angatu, Estalagem do Sabor, Pau de Angu, entre outros. Porém, decidi falar dos três de maior destaque, que são aqueles mais conhecidos e recomendados da cidade.

Tragaluz

Um dos restaurantes mais famosos de Tiradentes é o Tragaluz. Fundado por Zenilca de Navarro e hoje comandado por seus sobrinhos é um pequeno restaurante especializado em comida mineira, mas com pratos com versões bem autênticas. O local, que possui um clima romântico iluminado com luz de velas, costuma ter fila de espera na porta nos finais de semana.

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Foto: divulgação Tragaluz

O prato de maior destaque e também o mais pedido do Tragaluz é o Pintado Tragaluz, uma mistura de galinha d’angola ao molho de vinho com ravióli de abóbora e cogumelos. A Goiabada Tragaluz, uma versão original da famosa goiabada com queijo, é outro destaque.

Pacco & Bacco

Na Rua Direita, próximo ao Tragaluz está o Pacco & Bacco. O restaurante já é bem maior do que o Tragaluz, comportando bem mais gente e possui uma decoração mais atraente. Entretanto, ainda não possui a fama do Tragaluz.

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Foto: divulgação Pacco & Bacco

Podemos destacar que o Pacco & Bacco faz jus ao nome Baco, deus grego do vinho, possuindo uma extensa carta de vinhos e sommelier à disposição. Com relação à comida, o restaurante mistura culinária francesa com a mineira, possuindo no cardápio desde risoto de frutos do mar com ora-pro-nobis (típica folha da região) até pato com ravióli e molho de quiabo.

Leitão do Luiz Ney

Saindo um pouco do centrinho de Tiradentes, em uma região a 600 metros do Centro Histórico está a Pousada Vila Paolucci, onde acontece o tradicional Leitão a pururuca do Luiz Ney.

Apesar de ter conhecido os três restaurantes citados na matéria, comi apenas no Luiz Ney, por isso é o único que posso aprofundar. O Leitão do Luiz Ney acontece apenas aos sábados em uma área bem bonita, espaçosa e tranquila da Pousada Vila Paolucci e sua pururuca é bem famosa na região.

O chef Luiz Ney pururucando o leitão

Leitão à pururuca do Luiz Ney

Como funciona apenas uma vez por semana e mediante reserva, a quantidade de público varia muito. Quando fui havia apenas umas 15 pessoas, porém a média é de 100 pessoas, chegando a 400 durante o Festival de Gastronomia.

O mais interessante é que o chef Luiz Ney é médico e sua paixão pela gastronomia o fez dividir seu tempo entre o hospital e a cozinha. A receita, que foi desenvolvida por seu avô, já o levou a vários programas de TV do Discovery Channel à Ana Maria Braga.

No cardápio está incluído entrada, leitão com acompanhamentos e sobremesa. Da entrada a sobremesa são cerca de duas horas, por isso não vá com pressa. As entradas são produtos mineiros como: empadinha de frango, pão de queijo e linguiça artesanal. Porém, o grande destaque do almoço é mesmo o leitão. Para ser preparado, o leitão passa sete dias marinando em um molho a base de vinho branco e depois é assado por sete horas. A parte mais interessante do preparo, a pururuca, é realizada na frente dos clientes pelo próprio Luiz Ney em um aparelho portátil que ele mesmo inventou. Para acompanhar o leitão teve arroz, tutu de feijão, purê de batata baroa, couve e farofa com banana em estilo self service. A sobremesa (foto da capa) é Romeu e Julieta, sorvete de queijo com goiabada.

Apesar da carne de porco não ser a minha preferida, adorei o leitão! A carne é muito macia e a pururuca deixa a pele crocante, uma combinação perfeita! Por isso, recomendo o restaurante.


Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

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