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Foto: Dennis S. Hurd (CC BY-NC-ND 2.0) Luxor

O Egito possui muitas particularidades culturais. Algumas os turistas gostam e outras não. Entretanto, o que mais desagrada um turista estrangeiro em viagem ao Egito é a insistência dos vendedores. Esse é o aspecto mais chato de uma viagem ao Egito. Se for na cidade de Luxor então, essa chatice chega a níveis estratosféricos! Se o turista não tiver jogo de cintura e bom humor, acabará ficando estressado e irritado com a situação. Porém, com algumas dicas que contarei é possível lidar melhor com essa situação.

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Negociação e venda

Em alguns países árabes, o jeito que se vende é diferente do que estamos acostumados no ocidente. Nos mercados tradicionais, os produtos não tem preço exato; o vendedor diz um preço alto, o cliente oferece um muito menor e eles vão negociando até chegar em um valor bom para os dois. Por isso, uma das primeiras dicas do Egito é negociar bem antes de comprar qualquer coisa em um mercado.

Mercado de Luxor de noite

Mercado de Luxor

Até aí nenhum problema. O aborrecimento é porque em muitas cidades, sobretudo no sul do Egito, os vendedores são muito insistentes. Se você olhar para um produto, ele já começará a lhe oferecer. Se você perguntar o preço então, é pior ainda! Mesmo se você sair da loja e continuar andando, o vendedor virá atrás de você, andando do seu lado e tentando lhe convencer a comprar o produto. Como os mercados são estreitos, toda hora tem alguém lhe oferecendo algo. Por isso, os mercados podem ser lugares chatos para um passeio. Se você não tem paciência, fica lá apenas o essencial para comprar o que precisa.

Luxor

Esses problemas de vendedores e prestadores de serviços serem chatos acontecem sobretudo no sul do país. Cairo é uma cidade grande e com uma economia dinâmica. Por isso, é algo que não acontece com frequência na cidade. A pior cidade nesta questão é Luxor, porque além dos vendedores, os taxistas, os donos de charretes e donos de barcos lhe abordam a todo o momento na rua oferecendo os serviços.

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taxista em luxor egito

Taxista de Luxor – Foto: Melissa Wall (CC BY-NC 2.0)

O local mais bonito de Luxor é o calçadão na beira do Rio Nilo. Apesar de ser um local muito bonito e agradável de caminhar, é justamente nessa parte que se concentram o maior número de pessoas oferecendo serviços aos turistas. Para caminhar pelo calçadão você precisa de muita paciência! Toda hora vem alguém lhe oferecer algo e o pior é que eles lhe oferecem a mesma atividade várias vezes. Um dono de barco lhe pergunta se você já fez o passeio de feluca, um tipo de barco egípcio, você diz que não tem interesse ou que já fez o passeio. Daí a 15 metros outra pessoa que já viu que você rejeitou o passeio de barco lhe pergunta de novo, oferecendo o mesmo passeio. Por isso, uma caminhada de 200 metros significa várias pessoas lhe oferecendo algo, principalmente passeios de barco, táxi e carruagem.

Calçadão rio Nilo luxor egito

Calçadão na beirada do rio Nilo – Foto: Jim Rhodes (CC BY-ND 2.0)

Taxistas e condutores de carruagens

Os piores são os taxistas e os condutores de carruagem. Esses são os mais insistentes! Eles não perguntam apenas se você quer um táxi ou uma carruagem e sim se você já foi a West Bank (margem oeste de Luxor); se você fala que sim, eles lhe oferecem para ir ao templo X ou ao museu Y. E, tudo isso, caminhando ao seu lado, falando que fazem um bom preço, que um determinado lugar é incrível e que você precisa visitar. Além disso, quando você consegue se livrar de um, chega outro oferecendo a mesma coisa.

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Charrete em Luxor

Charrete em frente ao Templo de Luxor

Como há várias pessoas oferecendo o mesmo serviço, eles tentam puxar um papo antes, sobretudo os taxistas que falam um inglês melhor. Eles perguntam de onde você veio, se está gostando do Egito, o que está achando de Luxor, quais outras cidades pretende conhecer, etc. Na primeira vez é até interessante, mas depois fica chato, pois todos perguntam as mesmas coisas.

Duas horas de caminhada pelas ruas de Luxor já é suficiente para ficar irritado com os nativos.

Estratégias para ser menos incomodado

Apesar de ser um ambiente chato, existem algumas estratégias para fugir dessas pessoas. A primeira estratégia que todo mundo faz é dizer que já foi ao local oferecido; o problema nesse caso é que eles irão lhe oferecer outro local e depois outro.

A estratégia mais eficaz é ignorar por completo as pessoas. No começo, sempre que alguém chegar perguntando de onde você veio, o que acha do Egito, as pessoas respondem. Mas, como aquilo é apenas para puxar conversa e depois lhe oferecer algo que você não quer comprar, é melhor fingir que não está ouvindo. Pode até parecer falta de educação, mas se você soubesse como essas pessoas são chatas e quantos “Where are you from?” você escutará em um dia, você entenderia.

A terceira estratégia é dizer que não fala inglês. Essa estratégia pode ser combinada com a anterior. Você não dá atenção, se a pessoa insistir muito, você diz que não fala inglês. Logicamente, você precisa falar isso com uma pronúncia bem ruim, para ela acreditar em você.

ruas de luxor egito

Foto: Dennis S. Hurd (CC BY-NC-ND 2.0)

Experiência única

Apesar de ser chato caminhar em alguns locais em Luxor, essa não deixa de ser uma experiência interessante. É uma vivência única, que no final das contas acaba aumentado sua bagagem cultural. Por mais que eu conte como se dão essas abordagens dos nativos, apenas estando lá para sentir o que estou falando. Existem vários outros fatores que ajudam a construir o contexto: o calor, as ruas mal cuidadas, as roupas típicas dos egípcios que mais parecem pijamas, o jeito deles se comunicarem.

Golpes

Tudo descrito até agora se refere apenas a pessoas que já se apresentam como taxistas, condutores de carruagens, donos de barcos lhe oferecendo esses serviços. Existem ainda os golpes! Alguém que chega para lhe dar uma ajuda, diz que trabalha no seu hotel e que conhece uma agência de turismo, ou qualquer outra loja que seja muito confiável. Toda essa história, na verdade, é um golpe! A intenção é lhe levar a um local em que ele ganhará uma comissão em cima de você. Para saber mais sobre como são os golpes no Egito, leia o texto: Egito, conheça os golpes mais comuns contra turistas.

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Foto de capa: Dennis S. Hurd (CC BY-NC-ND 2.0)

Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.