Tikal, as grandes pirâmides maias da Guatemala Guatemala

As ruínas Maias de Tikal são a principal atração turística da Guatemala. Quando se fala nesse país da América Central, os turistas logo pensam nessas ruínas que são parada obrigatória para quem visita o país.

Tikal era uma das maiores cidades Maias. Os Maias, diferentemente dos Astecas e dos Incas, não possuíam uma capital, mas cidades independentes que poderiam ser aliadas ou rivais, dependendo dos seus objetivos. Tikal foi a principal cidade Maia da “era clássica”, seu apogeu começou no ano 200 e foi até o ano 600. Nesse período, a cidade tinha grande influência em todo a Mesoamérica, dominava grande parte da civilização Maia e possuía uma população de pelo menos 50 mil habitantes, segundo historiadores.

A partir do século IX, a cidade começou a entrar em colapso e a diminuir sua população, não se sabe o motivo, mas acredita-se que foi devido a superpopulação e a falta de alimentos. No século XI, a cidade foi abandonada. Quando os espanhóis chegaram à região no século XVI, a cidade já havia sido completamente abandonada e estava tomada pela floresta.

vista aerea dos templos I, II e II de Tikal

Templos I, II e III em meio a floresta.

Parque Nacional de Tikal

O sítio arqueológico de Tikal localiza-se dentro de um imenso parque chamado Parque Nacional de Tikal, que é formado, em sua maior parte, por uma floresta tropical. Até por isso, as atrações do parque vão além das ruínas, há quem faça tour para ver os animais nativos como pássaros, quatis e, se tiver sorte, até onças. O ingresso para entrar no Parque Nacional de Tikal custa 150 Quetzais (GTQ), cerca de US$20.

Leia também: Hotel Tikal Inn, Jungle Lodge ou Jaguar Inn, onde ficar dentro de Tikal


As ruínas de Tikal ficaram escondidas em meio a floresta por vários séculos. Na década de 1950, começaram as escavações arqueológicas e até hoje elas continuam. Em Tikal, não há uma quantidade grande de ruínas, o principal são as quatro pirâmides. E, diferente de outras ruínas Maias como Chichén Itzá e Palenque, as ruínas de Tikal ficam em uma área muito extensa e é preciso andar bastante para ver tudo. Até por isso, é muito indicado contratar um guia ou ir com um tour. Em outras ruínas como Chichén Itzá, Palenque e Teotihuacan, o guia é apenas para te contar a história do local, mas você pode caminhar sozinho tranquilamente, pois não tem como errar o caminho.

Já em Tikal é diferente, há várias trilhas na mata e se for sozinho você pode ficar perdido, mas não ao ponto de não saber aonde é a saída. Porém, andará muito mais para chegar aos pontos de interesse. Os guias conhecem vários atalhos que reduzem o tempo de caminhada.

Templos

As pirâmides são chamadas de templos e não possuem nomes, mas numeração: Templos I, II, III, IV, V e VI. O principal ponto de interesse em Tikal é a Praça Principal em que ficam os Templos I e II e algumas outras construções. Esse é o local mais bonito do sítio arqueológico e onde acontecem até hoje celebrações religiosas dos descendentes dos Maias, veja foto abaixo.

ritual xamanico maia em tikal

Ritual xamanico na Praça principal de Tikal

O Templo I é o mais conhecido de todos e segundo nosso guia é o símbolo da Guatemala. Por isso, merece algumas fotografias. Não é permitido subir no Templo I, apenas no II e no IV. Do alto do Templo II, há uma bela vista da Praça e do Templo I.

Templo I de Tikal

Templo I

O Templo IV é o mais alto de todos, possui 70 metros de altura é onde se observa o nascer do Sol por aqueles animados a acordar cedo. Mesmo no meio da manhã ou da tarde, se tem uma bela vista lá de cima.

mirante no templo 4 de tikal

Vista do alto do Templo IV

Como ir

Para quem já está na região de Tikal, como Flores e El Remate, o mínimo que terá que contratar para chegar em Tikal é o transporte. Há várias agências de turismo que vendem o transporte (ida e volta) e também o tour. Quando fui, em 2015, apenas o transporte custava 70 GTQ e o transporte mais o guia custavam 100 GTQ, preços após negociação.

Onde ficar

A maior parte dos turistas se hospeda em Flores, que é a cidade com mais infraestrutura e melhores preços. Flores fica a 65 km de Tikal e a 1:30 horas de viagem. Outra opção é se hospedar em El Remate que fica a 34 km de distância e a 50 minutos de Tikal. Para saber mais sobre cada lugar, leia o texto: Onde ficar em Tikal: Flores, El Remate ou dentro do Parque.

Para encontrar hotéis em Flores clique aqui.

Para encontrar hotéis em El Remate clique aqui.

Horários de visitas

O Parque Nacional de Tikal fica aberto das 6:00 às 17:00 horas. E há três horários mais comuns de tours que as agências de turismo oferecem. O mais comum é das 8:00 às 16:30 horas, incluindo o tempo de deslocamento de Flores a Tikal, que é 1:30 horas para a ida e o mesmo tempo para a volta. Tirando os atrasos e o tempo para almoçar, o tour dura em média 4 horas.

O outro horário de tour sai às 4:30 horas de Flores e chega a Tikal no horário em que o Parque abre, às 6:00 horas. Para os mais animados, há um tour que sai às 3:30 horas que chega bem cedo a Tikal para ver o sol nascer de cima do Templo IV. Essa é a opção mais cara, tanto o tour quanto o ingresso do parque são mais caros, já que se entra antes do parque abrir.

Como não queria acordar muito cedo, fui no tour das 8:00 horas. Esse já é um horário em que o sítio arqueológico fica mais cheio. Mas, se comparado a Chichén Itzá ou Teotihuacan, Tikal pode ser considerado vazio. Como as caminhadas são longas entre os templos, o guia vai falando sobre a fauna e a flora da região. Segundo o guia, o melhor tour para ver os animais é o das 4:00 horas.

 

Leia também os outros posts da Guatemala

Antigua, a Ouro Preto da Guatemala

Escalando Pacaya: o vulcão ativo mais turístico da Guatemala

Semuc Champey, as maravilhosas piscinas naturais da Guatemala

Foto de capa de: diego.aviles (CC BY-NC 2.0)

Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

  • Rafaela Ely

    Muito legal! Guatemala está no itinerário da minha viagem até o Alasca! Vou guardar as dicas!
    Beijos,
    Rafa Ely
    http://www.melevaembora.com.br

Share This