Passeio de Elefante em Chiang Mai Tailândia

O passeio de elefante é o símbolo de Chiang Mai! Há várias reservas perto da cidade que possuem elefantes e é o tipo de passeio que os turistas estrangeiros mais procuram fazer na cidade. Elefantes são comuns no norte da Tailândia. Antigamente, eles eram usados em batalhas, soldados montavam em elefantes, assim como na Europa se montava em cavalos para guerrear. Na sala das armas do Grande Palácio Real de Bangkok é possível ver alguns desenhos de como eram armados os elefantes para a guerra. Em tempos de paz, os elefantes eram usados para transportar carga e hoje para passear com os turistas.

Há vários tipos de passeios de elefantes. Ao contrário do Tiger Kingdom, que as agências de turismo não comercializam porque não devem ganhar comissão pela venda, os passeios de elefantes são vendidos em todas as agências de turismo e nos hotéis também. O passeio mais famoso é o Patara Elephant Farm. Nele, você passa o dia inteiro com o elefante, eles te emprestam uma roupa típica, você monta no elefante, o alimenta e até dá banho. Eles ainda se dizem a empresa que tem mais responsabilidade e respeito aos animais. O único problema desse passeio é o preço. Ele é bem caro! Custa cerca de US$180! Para os padrões da Tailândia isso é caríssimo!!

Como é o passeio de elefante?

Há vários tipos de passeio com elefantes. Nos mais baratos, você passa pouco tempo com os elefantes, apenas um passeio de uns 20 minutos. Como nós chegamos a Chiang Mai no meio da tarde para fechar o passeio para o dia seguinte, não tivemos muito tempo de procurar. Olhamos no hostel e em uma agência de turismo. Fechamos no hostel, em que eles nos ofereceram dois tipos de passeio um ao norte e outro ao sul da cidade, que eram basicamente iguais. O passeio durou um dia inteiro e custou 900 Baths (R$100) e estava incluído passeio no elefante, ida a uma cachoeira, rafting e rafting no bambu. Uma caminhonete nos busca no hostel e leva até a reserva, a estrada é bem ruim. Chegando à reserva a primeira atividade do tour é o passeio de elefante. É um passeio pequeno, de cerca de 20 minutos. Cada elefante tem uma cadeirinha que cabem duas pessoas. Subimos numa plataforma para dar a altura do elefante. Para chegar à cadeirinha, precisa pisar nas costas do elefante; dá dó pisar nele. Mas, nosso peso é muito pequeno para o porte do bicho e a pele dele é muito áspera e grossa, então umas pisadas não machuca o elefante. Depois que sentamos, eles fecham a cadeirinha na frente, parece bobagem, mas quando o elefante começa a andar que percebemos o motivo, balança demais! Se a cadeira não fosse fechada na frente cairíamos do elefante. Faz parte do trajeto o elefante subir umas ladeiras bem íngremes, nesse momento você acha que vai cair, pelo tanto que balança. Não sabíamos, mas andar de elefante é esporte radical!

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Quem estava guiando os elefantes era um homem com a ajuda de um menino de uns 12 anos. O menino que estava responsável pelo nosso elefante, mas como ele devia estar aprendendo, não tinha muita experiência. Depois que subimos, nosso elefante começou a andar sem rumo, o menino gritava para ele parar, mas ele continuava. O elefante chegou a andar uns 40 metros até o homem gritar alguma coisa e bater na bunda dele para ele parar. Mas, o elefante não deixou por menos, quando chegou ao rio ele encheu a tromba duas vezes e jogou água na gente. Ainda tenho minhas dúvidas se ele queria nos molhar ou apenas se refrescar. Levamos um susto mais foi divertido!

Depois do passeio do elefante, tem o almoço, que já estava incluído no preço. Logo depois do almoço, fomos na cachoeira. Sorte não ter comido muito, porque são 30 minutos andando até lá. No meio do caminho caiu uma chuva muito forte, o que dificultou a caminhada, mas como todo mundo que estava lá era jovem, deu para chegar tranquilo. A cachoeira compensou o esforço, ela é legal. Os europeus acharam a cachoeira super incrível! Mas eu, como sou de Minas Gerais, onde tem várias cachoeiras bonitas, achei a cachoeira do passeio legal, mas nada de mais.

Mais 30 minutos para voltar e era a hora de fazer o rafting. Com a chuva, ficou mais divertido o rafting, porque a correnteza não é das mais fortes. O rafting também foi bem legal!

Por último, a parte do tour que é a mais sem graça. O que eles chamam de rafting do bambu na parte do rio que é muito raso e quase não tem correnteza.

Nosso passeio de elefante foi esse. Apesar de pequeno contato com os elefantes, as outras atividades foram bem legais. Então eu recomendo esse tour, mesmo se você não quiser passear no elefante.

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Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

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