Os Tipos de Vinho do Porto Portugal

Quando fiz intercâmbio em Portugal, aprendi a apreciar e conheci mais profundamente o vinho do Porto. Os portugueses do norte têm muito orgulho do vinho do Porto. Porém, esse é apenas um dos vinhos produzidos em Portugal. Há também o vinho do Douro, o vinho Verde, o vinho do Alentejo, entre outros. Para quem não sabe, o vinho do Porto é um vinho diferente dos outros tipos de vinhos tradicionais. Ele é um vinho mais fortificado, com maior teor alcoólico, entre 19 e 22%; os vinhos comuns possuem 14% de álcool, em média. Isso acontece porque a fermentação do vinho do Porto é interrompida para que seja adicionada uma aguardente vínica. É justamente por isso, que ele fica mais doce que os outros vinhos e também mais forte.

Os três tipos tradicionais de vinho do Porto são: o Ruby, o Tawny e o Branco.

Os vinhos Ruby e Tawny são tintos e representam a maior parte das vendas de vinho do Porto.

Ruby: tem esse nome devido a sua cor vermelha escura, rubi. É um vinho mais intenso, encorpado e doce que o Tawny e mantém o sabor forte da uva. É envelhecido em balseiros de dois a três anos.

Tawny: também é vinho tinto e é feito com o mesmo tipo de uva do Ruby. Sua diferença está no envelhecimento. Primeiro, assim como o Ruby, vai para os balseiros onde fica de dois a três anos. Depois, ele vai para tonéis menores de 550 litros, onde há um maior contato com a madeira e com o ar. A oxidação e o envelhecimento são mais rápidos e o vinho adquire mais o aroma e a cor da madeira, deixando seu vermelho mais claro.

Branco: produzido com uvas brancas e envelhecido de dois a três anos. Normalmente, é vinho jovem e frutado. Apresenta uma doçura variável, desde os muito doces chamados “lágrima”, passando pelos doces, meios secos e secos. O “lágrima” é o meu vinho do Porto favorito! Ele é o mais caro dentre as categorias comuns, mas também tem um paladar único! Recomendo o vinho lágrima da marca Kopke, que é uma marca que produz menor quantidade e é mais cara que a média, porém um dos melhores vinhos lágrima.

Cave-Ferreira

Balseiros no centro e tonéis ao redor, na cave dos vinhos Ferreira. Foto: Sogrape Vinhos

As categorias especiais de vinho do Porto

O Ruby e o Tawny são feitos com uvas de diferentes safras. E envelhecem, em média, até três anos. Os vinhos que envelhecem por mais tempo ou que foram feitos por uvas de melhor qualidade são considerados de categorias especiais e, consequentemente, mais caros! A maioria desses vinhos usa uvas de apenas uma safra e na garrafa vem gravado o ano da safra utilizada.

Tawny envelhecido: esse é o mesmo tipo de vinho Tawny, feito a partir de várias safras. Seu diferencial é que ele fica envelhecendo nos tonéis por mais tempo, de 10 a 40 anos.

Reserva: é feito a partir de uvas de melhor qualidade. Pode ser branco ou tinto. Ele envelhece de quatro a seis anos nos balseiros. Porém, assim como os vinhos comuns, não envelhecem dentro da garrafa.

LBV (Late Bottled Vintage): são vinhos que vem de uma mesma safra de uva, considerada especial. Envelhecem de quatro a seis anos dentro dos balseiros e depois de engarrafados continuam a sua evolução, ainda que não muito significativa. Possuem aspecto de vinho tinto Ruby, cor vermelha carregada e sabor frutado.

Vintage: é considerado o melhor tipo de vinho do Porto! Só são considerados vintages os vinhos feitos a partir das safras de uvas consideradas excepcionais. Eles possuem aromas florais e frutados, cor intensa e taninos marcantes. O vintage envelhece apenas dois anos nos balseiros e é engarrafado. Entretanto, ele mantém o envelhecimento na garrafa. Por isso, é interessante deixá-lo envelhecer alguns anos na garrafa. Seu rótulo indicará o ano da safra e do engarrafamento. Menos de 2% da produção de vinhos do Porto são do tipo Vintage. Um aspecto que precisa se atentar é que quando se abre a garrafa, é necessário tomar o vinho em até dois dias, senão ele perderá suas características.

Foto em destaque: Porto – Foto de: Pug Girl

Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

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