Foto: Patrick McKay (CC BY-NC 2.0) Israel

Jerusalém é a cidade mais turística de Israel. A “Cidade Sagrada” possui pontos de relevância religiosa entre suas principais atrações, entretanto nem todos os pontos turísticos são religiosos. Conheça agora as principais atrações da cidade:

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Cidade Velha

portão de damasco jerusalem

Portão de Damasco

Essa é o coração da parte histórica de Jerusalém. A Cidade Velha é a região antiga de Israel, cercada por uma grande muralha e onde se encontram os mais famosos pontos turísticos do país: Muro das Lamentações, Basílica do Santo Sepulcro, Via Dolorosa e Cúpula da Rocha.

A Cidade Velha conseguiu manter muito de suas características históricas, possuindo ruas estreitas e sinuosas que remetem a séculos passados, inclusive mantendo seus nove portões, que são os únicos acessos ao local. A Cidade Velha é dividida em quatro bairros: Muçulmano, Armênio, Cristão e Judeu. Sendo o bairro muçulmano o mais cheio e o judeu o mais bem conservado.

Via Dolorosa

estação 3 da via dolorosa

Terceira estação da Via Sacra

A Via Dolorosa, também chamada de Via Sacra, é o caminho percorrido por Jesus desde sua condenação à morte até a crucificação. A Via Dolorosa possui 14 estações, terminando na Basílica do Santo Sepulcro. O percurso não é grande e a maior parte está dentro do bairro muçulmano da Cidade Velha.

Basílica do Santo Sepulcro

Local mais sagrado para os cristãos, a Basílica do Santo Sepulcro é o final da Via Dolorosa. A igreja fica onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado, sepultado e ressuscitou no terceiro dia. A Basílica é simples por fora, mas interessante e bonita por dentro. Por isso, é um dos principais pontos turísticos da cidade, mesmo para os não cristãos.

teto da basílica do santo sepulcro

Edícula e teto da Basílica do Santo Sepulcro

A Basílica está sempre cheia, independente do horário da visita. O local mais visitado é a Edícula, lugar onde acredita-se estar o túmulo de Jesus. Como o local é pequeno e só entram três pessoas de cada vez, a fila pode demorar um pouco. A Edícula está na maior cúpula da Basílica e é o local mais bonito de todo o santuário.

Muro das Lamentações

muro das lamentações de noite

Muro das Lamentações e logo acima a Cúpula da Rocha

Um dos marcos de Jerusalém, o Muro das Lamentações também é uma atração religiosa. Sagrado para os judeus, o Muro é o que restou do Templo de Herodes, que foi destruído no ano 70 d.C pelo Império Romano. O local que se vê hoje não era parte do templo, apenas um muro de arrimo que dava sustentação ao templo que ficava na parte de cima, uma grande esplanada chamada de Monte do Templo, onde tem hoje uma mesquita.

O Muro das Lamentações não é bonito, mas como é um local turístico, todo mundo dá uma passadinha. Para se aproximar do Muro é preciso entrar em uma área cercada, onde são separados homens de mulheres por uma divisória.

Cúpula da Rocha

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Cúpula da Rocha – Foto: jaime.silva (CC BY-NC-ND 2.0)

Situada logo acima do Muro das Lamentações, a Cúpula da Rocha (foto de capa) é uma mesquita, construída no século VII. O local é o terceiro mais sagrado para os muçulmanos e fica onde antes era o Templo de Herodes. Apesar dos judeus não concordarem, esse é o símbolo da Cidade Velha. A Cúpula Dourada é o que dá um charme à Cidade Velha de Jerusalém e é um dos locais mais fotografados.

Os turistas não podem entrar na mesquita, mas podem ir à esplanada onde ela fica, chamada de Monte do Templo.

Monte das Oliveiras

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Igreja de Todas as Nações

Situado em frente à Cidade Velha de Jerusalém, o Monte das Oliveiras é sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos. Hoje, conta com poucas oliveiras e muitas construções religiosas e cemitérios. Na parte de baixo do monte fica a bela Igreja de Todas as Nações. Independente da questão religiosa, a maioria das pessoas sobem o monte para ver a vista. Do alto do monte há uma visão privilegiada da Cidade Velha e da Cúpula da Rocha.

A subida é um pouco cansativa, mas dá para ir a pé e para os mais preguiçosos é possível subir de táxi.

Museu de Israel

múmias do museu de israel

Sarcófagos do Museu de Israel

Principal museu do país, o Museu de Israel é um grande museu, multitemático e que vale a pena a visita, mesmo para aqueles que não gostam de museus. O Museu de Israel foi fundado em 1965, para abrigar os Manuscritos do Mar Morto, que são os manuscritos mais antigos da Bíblia. Com o tempo, foi ganhando outras seções, aumentando de tamanho. Atualmente, o museu é bem grande e possui vários temas, como arte moderna e contemporânea, arte religiosa e história. Entre os destaques está uma enorme maquete da Cidade Velha de Jerusalém na época do Templo de Salomão. Primeira atração paga da lista, mas vale a pena o ingresso comprado. Para saber mais leia: Museu de Israel, uma atração sensacional de Jerusalém.

Museu do Holocausto

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Foto: jstreetdotorg (CC BY-NC-SA 2.0)

O Yad Vashem ou popularmente conhecido como Museu do Holocausto é um memorial para lembrar as vítimas judaicas do holocausto nazista. O museu possui arquitetura moderna e o melhor é gratuito. Entretanto, a visita é um pouco pesada, devido a temática abordada.

Mercado de Mahane Yehuda

comidas do mercado de jerusalem

Padaria no Mercado de Mahane Yehuda

Principal mercado de Jerusalém, o Mahane Yehuda é onde você encontrará vários produtos típicos da região. Desde comidas, lembrancinhas e até a kipá, o “chapeuzinho” típico dos judeus. O lugar é frequentado predominantemente por locais, mas vale a pena dar uma passada e quem sabe saborear uma comida típica.

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Foto de capa: Patrick McKay (CC BY-NC 2.0)

Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

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