Dinheiro, crédito, pré-pago ou traveler cheque, como levar dinheiro? Dicas

Dinheiro, crédito, pré-pago ou traveler cheque, como levar dinheiro?

Essa é uma pergunta muito importante na hora de planejar uma viagem, pois é preciso pensar em uma forma financeiramente vantajosa, sem abrir mão da segurança. Primeiro, é preciso conhecer as formas de levar dinheiro. Vamos começar pelas menos conhecidas:

Travelers cheques

Como o nome diz são cheques de viagem. Você adquire uma quantidade de moeda estrangeira em forma de cheques. Os cheques são de valores já pré-estabelecidos. Quando chegar ao exterior, para usá-los, é necessário assinar os cheques e trocá-los em casas de câmbio ou pagar diretamente em estabelecimentos como hotéis e lojas. A principal empresa que emite os travelers cheques é a American Express e eles podem ser adquiridos em bancos e casas de câmbio. Os cheques estão disponíveis em dólar americano nos seguintes valores: US$50, US$100, US$500 e US$1000. Já em euro, os valores são os seguintes:  €50, €100, €200 e €500.

Vantagem: caso você seja roubado, é só informar à operadora, que os cheques serão cancelados e o valor reembolsado. A American Express reembolsa em até 48 horas.

Desvantagem: poucas lojas e hotéis aceitam esse meio de pagamento. Nas casas de câmbio, a taxa de conversão é, normalmente, um pouco abaixo do papel-moeda. Algumas casas de câmbio, inclusive, nem aceitam. O IOF, que é o Imposto Sobre Operações Financeiras que incide sobre o valor total que você compra, é de 6,38%.

Cartões pré-pago

São cartões em que você coloca uma quantidade de moeda estrangeira e sempre que quiser pode fazer uma recarga, na mesma lógica dos celulares pré-pagos. O mais comum são os cartões em dólar e euro, mas também há em libra, iene, peso argentino, dólar australiano, dólar neozelandês e rand. Também há cartões multimoedas, que possibilitam levar várias moedas no mesmo cartão. Assim, como o cartão de crédito, se você comprar em uma moeda diferente é feita uma conversão do câmbio pela operadora do cartão. O cartão mais utilizado é o da Visa, chamado Visa Travel Money, VTM. Ele é o mais oferecido nas casas de câmbio, mas também há o Mastercard Travel card.

Vantagens: é bem prático, pode ser recarregado pela internet e também permite acompanhar do extrato online. Em caso de roubo, ele pode ser reposto em até 72 horas, sem perda dos valores. A cotação do câmbio nele é um pouco mais barata que do dinheiro em espécie. Mas, talvez a melhor vantagem é saber quanto vai pagar pelo câmbio, já que a conversão é realizada no dia da recarga, ou seja, não há surpresas na conta caso o real desvalorize, como acontece com o cartão de crédito.

Desvantagens: há taxas para saques e também pode haver taxa de inatividade, no período em que o cartão não estiver sendo usado. O IOF é de 6,38%. Alguns sites de reservas de hotéis e passagens não aceitam.

Cartões de crédito

Esse é um dos meios mais conhecidos e utilizados nas viagens ao exterior, principalmente, por sua comodidade em utilizar o cartão que você já usa frenquentemente. O cartão de crédito era o meio mais utilizado de pagamento nas viagens ao exterior, até o aumento do IOF.

Vantagem: segurança, pode ser cancelado em caso de perda ou roubo. A taxa de câmbio, pode ser mais vantajosa que o do cartão pré-pago.

Desvantagem: a reposição em caso de perda ou roubo pode ser demorada. O IOF é de 6,38%. Mas, a principal desvantagem é a forma como se faz o câmbio. Você não paga o câmbio do dia que fez a compra, mas do dia do fechamento da fatura. Ou seja, caso o real se desvalorize, suas compras virão bem mais caras!

Dinheiro em espécie

Dinheiro em espécie é o mesmo que papel-moeda, ou seja, dinheiro vivo, notas. Há duas formas de levá-lo: em reais ou em moeda estrangeira. O Real, normalmente, não tem boa cotação lá fora. Porém, para países mais próximos, como Argentina, Uruguai e Paraguai é uma boa opção, pois há grande fluxo de brasileiros e por isso a moeda tem uma boa cotação.

Na maioria das vezes o melhor é levar moeda estrangeira. E qual moeda levar? Depende para onde você está indo. Na maior parte do mundo, a moeda que tem a melhor cotação é o dólar americano. Porém, se for para a Europa, é lógico que você vai levar euros! O Euro é a melhor moeda mesmo para países europeus fora da zona do euro.

Devo levar a moeda local?

Se você achar uma boa cotação dela no Brasil vale a pena sim. Porém, poucas moedas são encontradas a uma boa cotação. Além do Euro e do Dólar americano, a libra, Dólar australiano, talvez alguma outra moeda como o iene e dólar neozelandês. Quanto menos fluxo uma moeda estrangeira tem maior será a diferença entra a compra e venda dela, ou seja, as casas de câmbio te vendem caro e te compram barato.

Há quem diga que é melhor levar na moeda local, pois fazer o câmbio duas vezes (real/dólar e dólar/moeda local) é perder duas vezes. Eles não deixam de ter razão, mas mesmo assim sai mais barato do que comprar uma moeda de pequena circulação. A moeda estrangeira pode ser comprada em casas de câmbio e bancos. Não são todos os bancos que fazem câmbio e os que fazem tem poucas agências que oferecem esse tipo de serviço, então é bom pesquisar.

Vantagens: o IOF é de apenas 1,1% (em 02/05/2016 o IOF mudou de 0,38% para 1,1%), muito menos que dos outros meios que é de 6,38%. É possível conseguir uma boa cotação do dólar/euro para trocar pela moeda local.

Desvantagem: possibilidade de ser roubado e de trocar seus dólares por notas locais falsas.

Diversificar é uma ótima escolha

A minha dica é diversificar o jeito de levar o câmbio. Eu, particularmente, sempre gosto de levar um bom valor em espécie, tipo metade do que pretendo gastar. Caso você tenha medo de roubo, leve 20 ou 30%. O resto, eu aconselho a levar em cartão. O cartão pré-pago é o mais indicado em épocas de instabilidade cambial. Mas, não é má ideia levar um cartão pré-pago e um de crédito. O cartão pré-pago você usa primeiro, para não precisar voltar com crédito. Quando terminar o saldo, passe a usar o cartão de crédito. Aliás, é sempre bom estar com o cartão de crédito em viagens internacionais, pois você pode usá-lo para pagar gastos extras, não planejados, como aquele eletrônico ou passeio caro que você não resistiu em fazer. Além de ser uma segurança de dinheiro extra para eventuais emergências.

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Fotografia: Money – Picture by Moyan Brenn on Flickr

Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

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