Cataratas do Iguaçu, lado argentino Argentina / Foz do Iguaçu

Há duas formas de se conhecer as Cataratas do Iguaçu, pelo lado brasileiro e pelo lado argentino. Na Argentina, as Cataratas localizam-se dentro do Parque Nacional Iguazú, na cidade de Puerto Iguazú. O parque argentino possui algumas diferenças em relação ao brasileiro. Podemos dizer que o passeio na Argentina é mais aventureiro. Há muito mais o que ver e caminhadas maiores para se fazer.

Para saber mais sobre o lado brasileiro leia a matéria: Cataratas do Iguaçu, lado brasileiro

Leia também: Cataratas do Iguaçu: diferenças entre o lado brasileiro e o lado argentino

No lado brasileiro, o passeio tradicional é percorrer uma pequena trilha, em que você tem uma visão mais panorâmica das Cataratas, principalmente, das quedas d’água do outro lado. Já no lado argentino, não se tem uma visão tão geral das Cataratas, mas você caminha ao lado das quedas d’água. Há três percursos para caminhar: superior, inferior e Garganta do Diabo. Por isso, os turistas ficam mais distribuídos pelo parque e o passeio dura mais tempo.

Trem

Ao contrário do parque brasileiro, a entrada do Parque Nacional Iguazú é próxima aos locais de caminhada. Por isso, é possível percorrer todos os caminhos andando. Só é necessário usar um meio de transporte para chegar até a famosa queda d’água Garganta do Diabo. E no parque argentino, o meio de transporte é um trenzinho. O trem é bonito e é um passeio interessante. Mas, a logística não funciona muito bem. O trem demora para passar e nunca se sabe quando será o próximo.

Trem do Parque Nacional del Iguazú

Trem do Parque Nacional del Iguazú

Garganta do Diabo

A Garganta do Diabo é o ponto auge da visita ao parque argentino. Essa é a queda d’água mais alta das Cataratas do Iguaçu, possui 82 metros de altura. A queda é em forma de U e possui 700 metros de comprimento. Para chegar até a Garganta do Diabo é necessário pegar o  trem, que demora 15 minutos para chegar ao destino. Depois, ainda tem uma caminhada de 1100 metros por passarelas sobre o Rio Iguaçu para chegar até a queda d’água. Como o trem leva muitas pessoas, quando ele chega, o mirante da Garganta do Diabo fica bem cheio e é ruim para tirar fotos. A dica é esperar uns 20 minutos para fazer a caminhada, pois o local estará mais vazio e ainda não terá chegado o próximo trem.

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Passarela sobre o Rio Iguaçu

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Plataforma de observação da Garganta do Diabo

Circuito Superior e Inferior

As outras duas caminhadas que você poderá fazer são o Circuito Superior e Inferior. Como o próprio nome já diz, no Circuito Superior (foto de capa) você anda no alto das quedas d’água, vê as cataratas de cima para baixo. Essa seria uma visão equivalente ao do parque brasileiro, mas vista na direção oposta. O circuito possui 1750 metros de extensão e segundo o parque o tempo estimado da caminhada é de duas horas, mas eu fiz em muito menos.

Já no Circuito Inferior, você caminha na parte de baixo e vê as quedas d’água de baixo para cima.  Esse circuito é maior que o superior e no percurso ainda há algumas escadas, o que torna mais cansativa a caminhada. Eu não fiz esse percurso, devido à falta de tempo, mas me arrependi. As pessoas costumam gostar mais do Circuito Inferior do que do Superior.

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Circuito Superior

Como chegar

Primeiramente, você precisa chegar à Argentina. Há um ônibus que vai de Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú. Ele sai de perto do Terminal de Transporte Urbano, TTU, passa por várias avenidas de Foz e vai até o terminal rodoviário de Puerto Iguazú. Três empresas fazem esse percurso: Celeste, Rio Uruguay e Itaipu. O ônibus custa R$4 ou 20 Pesos e passa a cada meia hora, em média. Estando no terminal rodoviário de Puerto Iguazú, há um ônibus que vai direto até as Cataratas argentinas. Apenas a empresa Rio Uruguay faz esse trajeto. O ônibus custa 100 Pesos ou R$30 (ida e volta) e sai a cada 20 minutos. Esse é um ônibus especial, com ar condicionado, bem melhor do que o que faz a travessia até o Brasil! Compre diretamente na Rio Uruguay, porque se comprar em outro lugar, o preço será mais alto.

Guichê da Rio Uruguay na rodoviária de Puerto Iguazú

Guichê da Rio Uruguay na rodoviária de Puerto Iguazú

Ingresso

O ingresso do parque argentino é mais caro que do brasileiro, custa 200 Pesos para pessoas residentes em países do Mercosul, o que inclui brasileiros. Para comprar o ingresso não são aceitos Reais, nem cartões de crédito. Então, certifique-se de que terá que levar Pesos Argentinos. Na rodoviária de Puerto Iguazú, você poderá trocar seus Reais; na própria Rio Uruguay eles oferecem o câmbio. O ingresso é a única coisa que você não poderá pagar em Reais, mas nas lanchonetes, lojas de conveniência e transporte a moeda brasileira é aceita.

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Onde Comer

A minha dica é comer em Puerto Iguazú, pois a comida dentro do parque é muito cara! Ainda mais cara que no parque brasileiro. Parte em função da conversão do Real ser feita no câmbio oficial.Na rodoviária de Puerto Iguazú há um restaurante self-service com um bom preço! A comida é simples, mas estava gostosa. Já com relação a sua hidratação, não é necessário comprar água mineral. Há algumas torneiras de água potável, nas quais está escrito “agua potable”.

Hotéis

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A outra opção seria se hospedar no lado argentino, Puerto Iguazú possui menos opções de hotéis, mas você também encontra boas opções de hospedagens de todos os níveis e preços, para ver hotéis em Purto Iguazú clique aqui.

Leia também nossas outras matérias sobre Foz do Iguaçú e Puerto Iguazú:

– Como ir e o que fazer em Puerto Iguazú

– Onde comer em Puerto Iguazú, a cidade das carnes

– Foz do Iguaçu: dois restaurantes legais para jantar e outras opções

– Ice Bar, o Bar de Gelo de Puerto Iguazú

– Roteiro de Foz do Iguaçu para 2, 4 e 6 dias

– Foz do Iguaçu: quando ir e onde ficar

 


Felipe Zig

Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

  • Vinicius Gomes

    Amigo é fácil andar de ônibus em foz para fazer a travessia para argentina e paraguai ?
    Ficarei no centro de Foz

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